quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dias melhores

Meu planejamento foi pro ralo. Tinha a pretensão de correr em dupla a prova da Embratel em Niterói, mas por imprevisto de saúde na família, tive que arremeter. Fico feliz em saber que meu companheiro da dupla fez bonito, parabéns Campelo. Justamente nessa prova que iria honrar a camisa dos Pangarés... enfim, Marildo, aguarde.

Pelo mesmo motivo, a ida a BH para a Pampulha foi adiada. Agora é a vez de agradecer ao Miguel Delgado pela hospitalidade e cordialidade em envergar o manto sagrado da equipe Baleias como "Special Guest Star". Irei fazê-lo com muito grado em Porto Alegre Miguel. Leve meu exemplar, afinal tenho registro de patente no apelido dessa camisa rs.

Parece então que as provas de 2009 se acabaram. O que foi muito bom é que as últimas seriam feitas em equipes de amigos, respectivamente: 100 Juízo, Matungo Pangaré e amigos, e Baleias. Se concretizando apenas a estréia na 100 Juízo, por ocasião da meia maratona de Frei Galvão.

Visando os treinos longos que estão por vir para a maratona, comprei uma mochila de hidratação, uma vez que não me adaptei ao uso do cinto de hidratação e também em virtude da minha inaptidão para um estilo camelo-like. Já pretendo estreiá-la no fim de semana, com uma incursão a última cachoeira (dessa vez levando máquina na mochila) descoberta. Espero que sem cobra dessa vez.

Aos amigos que deixei órfãos na Pampulha, desejo uma excelente prova. Estarei vibrando por vocês pela TV. Ao tempo em que estarei também comemorando o fim de jejum de títulos brasileiros, no estilo Urubu Malandro de ser.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meu Amigo Sol

Salve calorzão! Você me salvou de uma.
Não, não desisti de correr em virtude do calor, pelo contrário.
Sai para um treino às 18hs, sol ainda muito quente, e alta umidade como de costume em Rio Bonito.

Na descida de uma serra, vejo ao longe o que parecia ser um pedaço de galho. Ao me aproximar mais, o galho vai se mexendo, tentando atravessar a rua. A 20m a suspeita se confirma, trata-se de uma imensa cobra, que levanta a cabeça para me olhar e diz: "Geraldo". O que fazer?

Meu devaneio momentâneo era que o calor a fez sair da toca, em busca de um ambiente mais arejado. Como ela já estava no meio da pista, restaram-me três opções:

1. Parar, e esperar o que ela iria fazer (descartado pela adrenalina);
2. Voltar, e subir o morro (ela me pegaria, se tivesse interesse em abocanhar uma canela fina);
3. Passar por ela (minha escolha).

A sorte que o calor a deixou meio grogue, sem reação, e eu nunca corri tanto.

Depois do susto, constatei o erro de Ney Matogrosso: se correr, o bicho não pega. Ao comentar o episódio com meu sogro, conhecedor do terreno, fui informado que ela era 'local' daquele ponto, era uma jibóia  de mais de 2m e quase inofensiva. Como leigo nos ofídios, temo todas elas. Que foi um grande susto, foi.

Mais uma para eu contar para os meus netos (quando os tiver). Ninguém se anima me acompanhar nesses treinos em bibocas inesquecíveis?? Gente, é quase corrida de aventura. Vamos nessa?? Seus netos vão agradecer, e achá-los super-heróis.

E a playlist abaixo?? Estou curtindo correr na companhia de vocês. Quem ainda não opinou, manda ver.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Doping Eletrônico Colaborativo

Aproveitando de um post do Rinaldo sobre um playlist matador, solicito a ajuda dos amigos para montarmos uma lista, onde teremos a lembrança de cada um que aqui colaborar, ao ouvirmos a música durante os treinos. Qualquer lembrança com o post do Namiuti ao dedicar trechos de corridas para amigos será mera coincidência.

Eu não sou fã de correr com MP3, especialmente após quase ter sido atropelado por causa dele. Mas na esteira, é um acessório indispensável para vencer a monotonia.

Então a idéia é cada um dizer sua música matadora. Aquela que tiramos força não sei de onde e corremos forte, cantamos, pulamos e ficamos cheio de gás ao ouví-la nos treinos e provas. Não tenha vergonha se for brega rsrs, o que importa é que te dá o gás.

A minha é:

Elevation - U2

Fala daí, e convida os amigos para deixarem aqui sua dica também.

domingo, 15 de novembro de 2009

O retorno do Padawan

Desde a Frei Galvão que tenho treinado pouco, ou quase nada. No domingo passado, retornei aos treinos de subidas mas tive que arremeter. O calor estava infernal e não tive forças para encarar a cadeia montanhosa (I, II, III, IV). No início do primeiro trecho fui de caminhada até a chegada da bica de água mineral no final do trecho III.

Ontem a previsão era fazer 15km, preperando para a Pampulha, mas o calor novamente infernal e a umidade muito alta não me permitiu completar o objetivo. No km 4 estava com os bofes para fora, e a sensação de panela de pressão estava presente. Dessa vez consegui subir até a metade da primera subida, e o restante foi caminhando. Para ter idéia da dificuldade, consegui fazer apenas 12km em 1h40, ou seja, voltei a ser padawan.

Semana que vem estava previsto uma corrida da Petrobras, mas vou desistir...

Dia 29 tem uma prova em Niterói em dupla, 10,5k, percurso bonito pela orla da cidade. Se alguém tiver interesse vamos formar uma dupla, faça contato.

E vamos que vamos, o fim do ano está chegando.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Detalhes da Frei Galvão

Como não tenho a memória detalhista do Namiuti, alguns pontos passaram batidos no relato anterior. Segue o registro:

- Esqueci o gel de carboidrato no hotel. Filei um de cada Fa(á)bio: Namiuti forneceu o Exceed banana com morango que eu usei no km 9, e o Matheus forneceu o VO2 sabor melão, que usei no km 17 e senti um gosto de chocolote. Alucinógeno puro em virtude do sol na mufa.

- O mito de Sansão caiu por terra. Sempre raspo o cabelo na véspera da corrida. Como não levei a máquina, corri com a cabeleira ao vento, na esperança de não perder as forças...mas foi minha pior meia maratona no quesito tempo.

- Algumas fotos foram roubadas do site do Namiuti.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

V Meia Maratona de Frei Galvão

Estive no último domingo (25) na cidade de Guaratinguentá, participando da quinta edição da meia maratona de Frei Galvão. Tomei conhecimento dessa prova pelos relatos anteriores do Fábio Namiuti e resolvi encarar o desafio.

Fiquei hospedado em Taubaté, e na manhã de domingo fui de carona com o Fabio Matheus para Guará, em comboio com a van da equipe 100 Juizo, a qual teria o prazer de correr como um membro honorário. Obrigado Fabio, foi um prazer reencontrá-lo.



Chegamos cedo ao local, retirada de kit sem problemas, e parada para troca de ideias e colocar o papo em dia com a rapaziada do Vale. Conheci o capitão Zebra (figuraça! Autêntico corredor) e demais figuras carimbadas da 100 juizo, sempre presentes nos relatos do Namiuti.

Satisfação conhecer pessoalmente Ivo Cantor, o criador do passo do urubu malandro, o qual me salvou e foi amplamente utilizado nessa missão. Também rever Guilherme Maio e saber dos seus futuros planos. Agradecer ao Fabio Namiuti pela receptividade e pelas honras de vestir a camisa 100 juizo, a qual suei e sangrei.

Antes da largada, a banda da PM mandou um "cidade maravilhosa" para me deixar em casa, e após o hino nacional, o loucutor mandou um fuáááá no gogó (nunca d´antes visto tão artesanal e engraçado) e fomos para a luta.

No primeiro quilômetro um aperitivo de subida, passamos pela feira e quase fiz o stop para saborear um pastel. Sol querendo dar as caras, abafado. Seguimos num ritmo tranquilo e fomos ficando para a rabeira do pelotão. Diga-se de passagem, pelo shape da rapaziada, só tinha gente na capa, corredores de elite.

Como todas aventuras em SP, muitas subidas que vão te minando as forças aos poucos, como comer mingau pelas beiradas. No km 5 uma boa descida que deu para soltar a musculatura e seguir num ritmo melhor. Ali pela frente, despedi do Namiuti que saiu em busca do estábulo rs, e eu segui carreira solo.

Percurso de duas voltas tem seus méritos, mas desvantagens também. Nessa era só desvantagem, pois no meio da prova, você já tinha conhecimento da tranqueira que teria que passar novamente. Por pouco não desisti ao passar novamente pela feira, o pastel com calde de cana estava chamativo. A altimetria deveria ser simétrica por se tratar de duas voltas, mas nem o Garmin nem eu entendemos assim. (talvez pela segunda volta ser mais dura, em virtude do calor e cansaço, o Garmin entendeu minha percepção de esforço e mudou a altimetria rs).



A hidratação estava muito boa, mas na segunda volta, corremos juntos com carros, o que era perigoso em muitas rotatórias. O peito já estava esfolado e sangrando e a cada jato de água jogado na cabeça, o bicho ardia como nunca. Me fez pagar peitinho várias vezes, e toda vez que acontecia, eu me despencava em risos pelo topless. A partir do km 17, incorporei o urubu malandro e fui com ele até o final, em alto estilo, e com a língua dentro da boca conforme manda a técnica. Não consegui ultrapassar o nhônho que estava na minha frente a prova toda e ele foi um excelente coelho, méritos totais para ele! Ao atravessar o Paraíba, km 20 para 21, fui ultrapassado por quatro corredores e não tive ânimo para uma reação.

Olhei para trás e vi que não havia ninguém a vista, poderia concluir sem sprint que não passaria ninguém nem seria ultrapassado. Para minha surpresa, na reta final, avisto a família que dá aquele gás. Júlia cruza a linha comigo, como havia prometido, levantando o braço de campeã e tudo, conforme havia treinado. Roubou a cena total. Lágrimas pingaram.



Não cheguei 100% o que me impediu de curtir os comes e bebes na van da equipe. Fica para uma próxima. Foi uma grande corrida, e para quem não conhece, vale a pena colocar no calendário. Pela ausência de treinos fica confirmado o péssimo tempo (2h18), mas serviu para confirmar a excelente mémoria muscular que possuo. O último treino havia sido em 3/10 e fiz a prova completa sem caminhar.

Valeu Galera!!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Urubu Rocks!

Deixaram o flamengo chegar. E o velhinho sérvio tá desequilibrando.

Não poderia deixar passar em branco essa zoada nos meus amigos palmeirenses e são paulinos. Aguentem.

Sei que a revanche será em breve, quando ficarei para trás na meia de Frei Galvão por esses mesmos amigos zoados acima... vou despreparado para o combate. Mas o urubu há de reinar. Terei o prazer de conhecer o inventor do passo, e isso por si só é motivo de gáudio.

Galera do Vale, estou chegando. Até.